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sábado, 3 de dezembro de 2016


Fé - Arrependimento e Salvação

Em toda a Sagrada Escritura encontramos homens e mulheres verdadeiros exemplos de fé.
Se formos analisar bem a Bíblia, mais especificamente o Novo Testamento iremos notar um tema amplamente divulgado - a fé.
Com nada mais e nada menos 483 referências a fé.
O próprio Mestre Jesus nos aponta a fé como o único caminho para todos nós na resolução de todos os nossos problemas, de todas as nossas dores quer sejam físicas quer sejam espirituais.
Tendo fé em Deus acima de tudo e fé em nós mesmos vamos longe.
Vejamos o que nos diz o livro de Hebreus 11:
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;E daí também em figura ele o recobrou.Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão.Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos lhes não tocasse.Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram.Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados(Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.Hebreus 11:1-40"
Este capítulo em especial nos fala de homens e mulheres que viveram antes de Abraão que viram o agir de Deus através da fé.
Ele começa nos falando de Abel, depois Enoch e Noé.Pessoas que viveram antes de Abraão.Mas que já tinham fé em Deus.E algo interessante que podemos observar é que a fé foi algo determinante para que eles vissem o agir de Deus. Pois sem fé é impossível agradar a Deus.Mais adiante o autor nos fala da fé dos patriarcas.Abraão, Isaac e Jacó. Nos fala também de Moisés.Podemos ver que ele, no caso o autor não faz menção aos 40 anos no deserto.Porque ali nesse espaço de tempo de 40 anos não houve um exemplo de fé mas murmuração, queixas contra Deus e seus escolhidos, idolatria, rebeldia.Indo direto para Josué.Praticamente um resumo.Estes homens por meio da fé subjugaram reinos, obtendo promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, fizeram-se poderosos em guerra.Todos esses heróis da fé apenas obtiveram a promessa, mas, não a contemplaram.E qual era a promessa?Todos obtiveram outras promessas relacionada a derrubada de muralhas e vitória nas guerras, mas não a promessa, a maior delas.Contemplarem a vinda do Messias.Em resumo conquistaram apenas a promessa material a maior promessa que é a espiritual nenhum deles conheceu.Trazendo para os dias de hoje nós somos mais privilegiados do que eles. Por que nós de certa forma conhecemos o Messias. Não suas características físicas, mas nós os crentes sabemos que Ele, o Cristo já esteve em nosso meio encarnado e um dia o veremos face a face. E nós conhecemos suas palavras.Nenhum herói da fé recebeu ou mesmo conheceu a palavra Dele, nenhum conheceu seu legado, sua história.De uma certa forma somos privilegiados.Se eles em nenhum momento, mesmo sem conhecer o Messias esfriaram na fé não vamos ser nós que já o conhecemos por meio das escrituras o Messias que vamos esfriar ou mesmo perder a fé.Devemos nunca olhar para trás, para os problemas. Mas sim olhar sempre para frente.Sempre crentes no poder de Deus.Deus é onisciente, onipotente e onipresente.Ninguém, ninguém melhor do Ele que nos criou para conhecer nossas necessidades, nossos anseios, nossas fraquezas e limitações.A fé em Deus nos leva longe.A fé em Deus cura, liberta, restaura.Creia sempre em Deus e na capacidade que o mesmo te deu ao nascer de lutar e vencer.Caiu, levanta. Caiu de novo, levanta de novo.Não importa quantas vezes você venha cair, levante-se quantas vezes for necessário.Deus é com aqueles que Nele creem.Tenha fé em Deu e tenha fé na vida.Mesmo que doa, mesmo gemendo creia.Não há mal, não há dor que dure para sempre na vida dos que creem.Deus foi, Deus é e sempre será contigo creia. 
Homem algum pode por si só conseguir ter fé genuína, pura seja em Deus seja em si mesmo senão pelo Espirito Santo de Deus que acende esta centelha divina chamada fé.
A fé é um dom divino dado gratuitamente a todos nós.
É a fé Nele que nos aponta a direção tanto para o sucesso como para a salvação.
Sem fé é impossível agradar a Deus.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Efésios 2:8"
Ou seja, é pela fé em Deus não em denominações, em fogueira disso e daquilo, voto disso e daquilo, sacrifício disso e daquilo que somos salvos.
Para a nossa salvação não existem atalhos e nem negociações.
Ou temos fé ou não temos simples assim.
A fé exige sacrifícios, não sacrifícios financeiros.
O sacrifício a que a Palavra de Deus se refere é o sacrifício de prosseguir mesmo com dor, mesmo com lágrimas.
Olhar sempre adiante nunca olhar para trás.
Caiu levanta, caiu de novo levanta de novo. Caiu uma terceira vez levanta.
Não importa quantas vezes você caia levante. Deus é contigo.
Quando nos convertemos não a denominações mas ao único Deus, nosso Pai e criador mediante estudo da Bíblia, leitura dela desenvolvemos confiança em Deus.
E conforme meditamos em sua palavra ganhamos sabedoria e discernimento. Uma vez que saberemos separar o que são doutrinas divinas e doutrinas meramente humanas.
A fé em Deus nos justifica.
Vejamos o que diz o apóstolo Paulo em Romanos 5 versículo 1
"Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;
Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
Romanos 5:1,2"
A fé nos torna forte.
Quem tem fé consegue tirar forças até de onde sequer imagina.
E o principal resultado do exercício da fé é a nossa salvação. 
E isso só conseguimos se meditarmos em sua palavra diariamente.
Quanto mais buscarmos a sua sabedoria maior mais grandiosa será a nossa fé e não seremos confundidos e nem iludidos por falsas doutrinas e falsos profetas.
O Espirito Santo de Deus estará sempre a nosso lado para nos ensinar e alertar.
Não seremos como alguns que apoiam sua fé não em Deus e em sua palavra mas em denominações.
Precisam sempre de quem lhes mostre como orar, quando orar. Não caminham com as próprias pernas.
Sua fé é limitada. Limita-se a apenas aquele espaço físico.
Outro pilar que nos conduz a salvação é o arrependimento sincero.
Quem tem vida com Deus tem a humildade de reconhecer-se pecado, arrepender-se e abandonar a vida de erro.
Afasta-se de tudo que o induzia a pecar.
O arrependimento sincero leva o indivíduo a avaliar e reavaliar sua vida.
Ver e reconhecer seus erros. E procurar corrigi-los.
O leva a recomeçar a vida mesmo que do zero e sozinho humanamente falando.
Pois uma vez arrependido, uma vez aprendendo a ter fé em Deus ele nunca mais estará a sós espiritualmente falando.
Deus enviará um verdadeiro exército de anjos para protege-lo e impedir que o mesmo olhe para trás.
E o terceiro pilar nesse tripé é a confissão.
Não a denominações ou a padres, bispos, pastores, obreiros mas Deus.
O homem confessar-se a Deus.
Ter a humildade de confessar a Deus suas falhas, seus pecados, suas limitações em suas orações. 
Resultando assim numa nova maneira de viver, numa nova maneira de ver a vida e ao próximo.
Deixamos com isso de enxergar com nossos olhos humanos que falhos enxergam apenas a carne e passamos a enxergar com os olhos de Deus.
O que era carne agora é espirito.
Matando a carne renascendo do Espirito, Espirito Santo de Deus nos tornamos de fato seus filhos e co-herdeiros em Nosso Senhor Jesus Cristo.
E nossa salvação deixará de ser apenas um sonho para se tornar realidade.    

sábado, 18 de março de 2017


No Serviço Cristão



"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal do Cristo, para que cada um receba o que tiver feito, estando no corpo o bem ou o mal" -  Paulo ( 2ª Epístola aos Corintios, 5:10)


Como podemos ver nesse trecho bíblico quando formos comparecer no tribunal de Cristo cada um vai receber de acordo com as obras feitas em vida, de acordo com seu proceder, de acordo com o seu caráter. 
E não de acordo com a religião que professamos, a igreja que congregamos. 
Deus não quer saber qual a sua religião, em qual igreja você congrega Ele quer saber quais foram as tuas obras. 
O que você tem feito pelo seu semelhante.
A própria bíblia afirma que a fé sem obras, é uma fé morta.
Em outras palavras que adianta eu dizer que sou crente, que vou aos cultos, que vou a missa, que jejuo, que sou dizimista, que isso, que aquilo, mas não trabalho pelo bem comum, não promovo a solidariedade, não ajo com misericórdia. Só penso em mim mesma, em mim mesmo.
Será que o simples fato de eu pertencer a uma denominação religiosa, ser dizimista, jejuar já garante a minha salvação?
"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?
Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?
Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.
E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.
E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?
Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta."
"Se vocês de fato obedecerem à lei do Reino, encontrada na Escritura que diz: " Ame ao próximo como a si mesmo " Tiago 2 : 8
Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos."
Colossenses 3:12-15
E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."
Colossenses 3:16,17
Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.
Tiago 2:14,26
" Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o principio que nos amemos uns aos outros "  1 João 3 : 11
"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
A própria Bíblia não cita qual a igreja salva e a que não salva. A Bíblia não apenas cita como incentiva a solidariedade.
Este é o verdadeiro e único sacrifício que agrada a Deus, que enche os olhos de Deus. 
O sacrifício da renuncia de si mesmo pelo próximo. Seja ele racional ou irracional.
Se você sente-se inclinado a ajudar mais aos animais, vá lá é Deus que esta tocando teu intimo e te dando uma missão. Salvar e cuidar dos nossos irmãos menores.
Se você sente-se mais inclinado a ajudar aos seres humanos, amém também. Vá lá. É Deus que esta te tocando teu intimo e te deu essa missão.
A cada um de nós Deus deu uma missão: A de promover o bem, a paz, a solidariedade a todas as criaturas sem distinção.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017


Estudo Bíblico - Gênesis 26

E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.
E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser;
Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai;
E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;
Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis.
Assim habitou Isaque em Gerar.
E perguntando-lhe os homens daquele lugar acerca de sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura (dizia ele) não me matem os homens daquele lugar por amor de Rebeca; porque era formosa à vista.
E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca sua mulher.
Então chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade é tua mulher; como pois disseste: É minha irmã? E disse-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por causa dela.
E disse Abimeleque: Que é isto que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito.
E mandou Abimeleque a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá.
E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava.
E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso.
E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.
E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.
Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.
Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá.
E tornou Isaque e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus entulharam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai.
Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas.
E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou aquele poço Eseque, porque contenderam com ele.
Então cavaram outro poço, e também porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Sitna.
E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra.
Depois subiu dali a Berseba.
E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.
Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.
E Abimeleque veio a ele de Gerar, com Auzate seu amigo, e Ficol, príncipe do seu exército.
E disse-lhes Isaque: Por que viestes a mim, pois que vós me odiais e me repelistes de vós?
E eles disseram: Havemos visto, na verdade, que o Senhor é contigo, por isso dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e façamos aliança contigo.
Que não nos faças mal, como nós te não temos tocado, e como te fizemos somente bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu és o bendito do Senhor.
Então lhes fez um banquete, e comeram e beberam;
E levantaram-se de madrugada e juraram um ao outro; depois os despediu Isaque, e despediram-se dele em paz.
E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço, que tinham cavado; e disseram-lhe: Temos achado água.
E chamou-o Seba; por isso é o nome daquela cidade Berseba até o dia de hoje.
Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.
E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.
Gênesis 26:1-35

Neste capítulo veremos um Isaque semelhante a muitos de nós.Um Isaque cheio de falhas, fraquezas, medo, insegurança.Assim como seu pai, que era fiel a Deus, obediente, tinha fé em Deus.Muitos pensam que os patriarcas eram santos, imaculados, sem pecados, sem falhas. Mas não todos eles tinham suas falhas e limitações como qualquer um de nós.O que nos diferencia deles são: 
1- A fé inabalável em Deus.
2- A confiança em Deus
3- Terem sido na maioria das vezes fiéis, não financeiramente falando. Mas, fiéis no sentido de não terem outros deuses e a eles se curvarem.
4- A obediência a Deus. A palavra de Deus era-lhes lei.Isso por si só já os justificava.
Você não vê nenhum deles fazendo uso de objetos ungidos, consagrados, correntes de libertação, voto disso e daquilo, propósito disso e daquilo, fogueira disso e daquilo.
Em tudo a única coisa que faziam diante de qualquer dificuldade era dobrar seus joelhos e orar.
Quanto a resposta, nenhum deles determinava nada. 
Deixavam a encargo de Deus a resposta final, a última palavra.
Veremos também neste capítulo o registro fidedigno do primeiro caso de fome.
Veremos também neste capítulo que assim como Deus com Abraão, Deus também era com Isaque.
Tanto que o mesmo lhe apareceu e não permitiu a Isaque descer as terras egípcias.
Se formos analisar bem as escrituras veremos que muitas práticas consideradas atos proféticos, obras de Deus praticadas por muitos de nós nos dias atuais além de não ter embasamento bíblico nenhum, são heresias e idolatria.
A fé desses homens de Deus era simples e objetiva. Clara, límpida.
Por isso Deus era sempre com cada um deles por mais falhos que fossem.
A fé que agrada a Deus verdadeiramente esta longe da fé que muitas denominações pregam.
A fé que agrada a Deus é sobrenatural, inabalável (não importam as circunstâncias. Sejam elas boas ou ruins), a fé que agrada a Deus é humilde deixando a encargo de Deus a última palavra, a fé que agrada a Deus não usa de subterfúgios (objetos ungidos, consagrados), a fé que agrada a Deus é fiel ou seja não transfere a terceiros o poder e a autoridade do mesmo.
Isaque assim como seu pai sempre foi obediente a Deus e tinha Nele uma fé inabalável.
Tanto que coube a Isaque a dar continuidade a linhagem em que haveria de vir o Salvador, o Messias escolhido.
O Cordeiro de Deus cujo sacrifício seria perfeito e inigualável.   
Deus nunca quis e muito menos precisa de nossos bens para ser conosco.
O homem que prega isso, a necessidade de sacrificar bens, salários não passa de um cão guloso. Um salteador. Um falso profeta.
Deus só quer uma coisa de você meu irmão e minha irmã em Cristo Jesus. 
Sabe o que?
Você! Deus te quer, ele quer mudar sua vida não amanhã.
Mas, hoje, agora.
E para isso você não precisa sacrificar teus bens, tua casa, teu carro, teu salário. 
O que você precisa sacrificar, renunciar é ao pecado, a tudo que te animaliza, que te rouba a dignidade, vícios, prostituição, adultério, corrupção, engano de todo tipo e natureza.
Deus quer que você se arrependa e corrija o que tem de ser corrigido e que você meu irmão e minha irmã em Cristo Jesus abandone tudo que te destrói fisicamente, financeiramente, psicologicamente mas acima de tudo espiritualmente.
Para Deus basta isso e mais nada.





    

sábado, 11 de março de 2017

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec


05 - ALIANÇA DA CIÊNCIA E A RELIGIÃO (2) - ITEM 8  

Ninguém nos deu mais demonstração de fé e de certeza intuitiva do seu destino do que Luiz Pasteur, o grande pioneiro da microbiologia. Pasteur foi um estudante medíocre e tendo se formado em química, dedicou-se ao magistério. Porém, espiritualmente o dominava uma grande curiosidade científica e sempre surgia no seu caminho problemas que espicaçavam sua argúcia, apaixonado por encontrar o desconhecido. Tendo se casado cedo, Pasteur atirou-se ainda mais furiosamente ao trabalho e, esquecendo deveres e galanteios de jovem esposo, transformava as noites em dias. Ele escrevia: Encontro-me às margens de mistérios e seu véu parece-me frágil. As noites são excessivamente longas. Quando madame Pasteur reclamava, ele respondia que estava a caminho da glória. E tinha razão; chegou a ser um ídolo internacional pelo benefício que sua descoberta trouxe à humanidade. Foi ele o carrasco que a Natureza destinou a esses pequeninos seres, só visíveis através das poderosas lentes dos microscópios. Ele descobriu também a forma de nos defendermos desses estranhos seres, ignorados até então. A vida de Pasteur é edificante pela tenacidade da fé no trabalho. Ele escrevia às suas irmãs: "Querer é uma grande coisa, caras irmãs, porque ação e trabalho costumam acompanhar o querer, e quase sempre o trabalho é seguido de êxito. Estas três coisas - trabalho, vontade e êxito acompanham a existência humana. A vontade abre a porta para as carreiras brilhantes e felizes, o trabalho faz penetrar por ela e, no fim da jornada, o êxito vem coroar a obra". Muitas foram as investigações e êxitos de Pasteur no campo da microbiologia, mas o que coroou sua vida incansável foi a luta contra a raiva. Foi no último quartel de sua vida que começou as pesquisas sobre a "hidrofobia". Havia outras moléstias mais malignas que flagelavam a humanidade, mas, aos ouvidos de Pasteur, ainda vibravam os gritos que como criança ouvira na sua aldeia; gritos dos vitimados pela terrível raiva dos cães, pois os ferimentos eram queimados por ferro em brasa. Dedicou-se então à pesquisa da estranha moléstia, que fazia os atingidos por ela morrerem, debatendo-se em cruciantes convulsões, expelindo pela boca espuma e baba. Enquanto dois serventes abriam a boca dos cães doentes, Pasteur se curvava para as gargantas dos animais doentes e sugava-lhes a baba com um tubo de vidro, procurando ver através da lente do seu microscópio o perigoso assassino que provocava tantos sofrimentos, mas o germe da hidrofobia era pequeno demais para ser visto. Por mais que investigava, não conseguia enfocá-lo. Pasteur não desanimava ante os obstáculos. Esquecia de comer e dormir, empolgado pelas suas pesquisas, e uma fé inabalável o sustentava, certo da vitória final. Tudo ignorando sobre a estranha doença, ele e seus ajudantes caminhavam tateando como se fossem cegos, tentando e repetindo estapafúrdias experiências. Por fim, conseguiu uma vacina que imunizava os cães e coelhos do seu laboratório. O animal mordido por um hidrófobo e tratado convenientemente por alguns dias, não contraía mais a doença. Que faria aquele tratamento aos seres humanos? Traria os mesmos resultados? Era uma angustiante incógnita. Estava Pasteur inclinado a fazer a experiência nele próprio, quando chegou ao laboratório uma senhora, levando seu filho de 9 anos, que há dois dias tinha sido mordido em catorze lugares diferentes por um cão raivoso. A criança mal podia andar, chorando aterrorizada. E a mãe implorou que salvasse seu filho. Pasteur fez com que dois médicos examinassem as feridas infectadas do menino e só quando um deles lhe disse que se não agisse rápido, a criança morreria, é que resolveu fazer a experiência. Dias seguidos Pasteur aplicou a série de injeções salvadoras. A vitória foi completa, e Pasteur que não dormia várias noites, conseguiu por fim descansar. Não fora em vão sua grande fé no trabalho em benefício da humanidade.
De toda parte do mundo afluíram ao laboratório, as vítimas da hidrofobia. De Smolensk na Rússia, vieram dezenove camponeses mordidos por um lobo raivoso, cinco dos quais não podiam andar. A vacina salvou quinze camponeses. Eles voltaram à Rússia e foram recebidos com ar de estupefação, como sucede com a volta de indivíduos desenganados e que foram salvos. Pasteur recebeu de várias partes do mundo ajuda para construção do seu laboratório, atualmente denominado Instituto Pasteur. Quando Luiz Pasteur completou 70 anos lhe prestaram uma grande homenagem, oferecendo uma medalha, numa sessão solene em Sorbona. No seu discurso Pasteur se dirige principalmente à mocidade, e suas palavras continuam a convidar os jovens à fé; a grande força capaz de anular todos os obstáculos que se antepõem ao caminho do progresso. Foi para os moços de todos os tempos que o notável investigador científico dirigiu estas palavras: "Não vos deixeis contaminar pelo depredante e carcomido cepticismo. Não vos deixeis desencorajar pela tristeza de certas horas que passam sobre o mundo. Vivei na paz dos laboratórios e bibliotecas. Interrogai diariamente a vós mesmos: que produzi eu para meu país? Até o momento em que tenhais a imensa felicidade de pensar que contribuístes de alguma sorte para o progresso e o bem da humanidade". Prezados irmãos, narrei parte da vida de Luiz Pasteur, tentando mostrar a importância que tem sido este tipo de pessoas na vida da humanidade. Nós estamos em um mundo de expiação e o Mundo espiritual nos envia esses Espíritos para contribuírem com a humanidade e, também eles, aprenderem a amar o próximo e evoluírem. Do momento que a Ciência se propõe a trabalhar pelo bem da humanidade o êxito é certo. As evoluções material e espiritual devem caminhar juntas, passo a passo, guiando a humanidade. Infelizmente temos evoluído materialmente e esquecido da parte espiritual. São erros que os seres humanos cometem. Nossa geração está marcada pela evolução científica, porém esquecida da evolução espiritual. Muitas vezes, quando o ser humano descobre ou inventa alguma coisa, a vaidade toma conta dele, e se esquece que foi Deus, o nosso Pai misericordioso, é que proporcionou esta oportunidade. Os cientistas, os gênios, são Espíritos de grande conhecimento material ou espiritual, reencarnados entre nós para trazer o progresso. Quantas coisas boas estes Espíritos nos trouxeram, tudo em benefício da humanidade que Deus nunca desampara. Nós, hoje, Espíritos encarnados, também devemos estudar, procurar aprender, porque na próxima encarnação poderemos, também, estar levando conhecimentos a outros irmãos. Nunca devemos parar. O Pai eterno que não para de criar, nos dá o exemplo de trabalho. Hoje a Ciência está mais acessível ao ser humano. Todos nós podemos ter um pouco de conhecimento da Ciência, para melhorar nossa vida material e ampliar a vida espiritual. Jesus Cristo deixa entrever a estrada maravilhosa da felicidade espiritual, mas diz claramente que os seres humanos ainda estavam incapacitados para aprender e seguir seus ensinamentos. Porém disse que viriam os filhos e filhas dos seres humanos que fariam grandes obras e, apondo as mãos como os apóstolos, realizariam verdadeiros milagres. Os tempos são chegados, em que Espíritos humildes trabalham na vinha do Senhor; é que há fé nos seus corações. Jesus está nos chamando. Procuremos ouvir o seu apelo, enchendo de fé nossos corações. Voltemo-nos para os nossos semelhantes, estendendo-lhes a mão, e por certo faremos grandes coisas, pois, com um grão de mostarda de fé, seremos capazes de remover montanhas. Não guardemos somente para nós o que aprendemos, passemos aos nossos irmãos tudo o que aprendemos, é a oportunidade que nos é dada pelo Mundo espiritual. Sigamos o exemplo dos irmãos que trabalham pelo bem da humanidade. Haverá um dia em que a Ciência e a Religião caminharão de mãos dadas. Obrigada Deus, por mais uma vez, eu poder falar de Vós aos meus irmãos. 
Louvado Seja!

Muito embora tanto a ciência como a religião trilhem caminhos opostos e tenham respostas opostas quanto algumas questões que se nos norteiam ambas andam de mãos dadas.
Ambas evoluem de acordo com o tempo de acordo com as concepções filosóficas e contextos políticos, sociais, econômicos, ambas criam ramificações.
Uma prova cabal disso são a rica variedade de religiões existentes no globo terrestre (cristianismo, hinduísmo, islamismo, a própria doutrina espírita é por muitos considerada uma religião, judaísmo.....) bem como a rica variedade correntes cientificas - (ciências físicas, ciências exatas, ciências políticas.....).
Ambas nasceram a partir da visão humana sob supervisão de um Ser superior, no caso Deus.
Ou seja, uma não anula a outra.
A Ciência tem por objetivo o estudo dos princípios das leis materiais. A Religião tem por objetivo o conhecimento do princípio espiritual. Como o princípio espiritual é uma das forças da natureza, a reagir incessantemente sobre o princípio material, segue-se que o conhecimento de um não pode estar completo sem o conhecimento do outro. Os cientistas, os gênios, são Espíritos de grande conhecimento material ou espiritual, reencarnados entre nós para trazer o progresso. A história da Ciência, da Religião, da Filosofia, assinala o trabalho de muitos gênios. São Espíritos que regressam para ajudar a humanidade. E se há revelação no campo da matéria, há também no campo espiritual. Se as revelações científicas são progressivas, as revelações morais também o são, e até mais importantes nesta fase da evolutiva espiritual. Lembrem-se meus irmãos: nós somos Espíritos, amanhã poderemos estar levando conhecimento a outros irmãos, progresso a outros lugares. Por isso, aproveitemos para angariar conhecimentos, estudemos para podermos ampliar nossa mente no caminho da evolução espiritual.
Deus nos capacitou, nos deu inteligência e discernimento para fazermos grandes descobertas.
A ciência vem de uma certa forma esclarecer, desmistificar crenças e crendices que se nos impedem caminhar, se nos impedem de evoluirmos.
Não a nada demoníaco nisso, muito menos sinal do fim dos tempos.
Crescimento, evolução são etapas necessárias que vem a nos ajudar nesta caminhada terrena.
Se assim não fora ainda estaríamos em tempos medievais onde doenças hoje consideradas simples e tratáveis ainda matariam milhares.
Pestes hoje rapidamente combatidas ainda matariam milhões e ainda destruiriam lavouras inteiras espalhando fome e miséria.
Correspondências, encomendas levariam meses para serem entregues a seus respectivos proprietários.
A locomoção então?
Estradas?
Já imaginaram como seriam?
Se mesmo com tanta tecnologia ainda enfrentamos problemas nas áreas da saúde, transporte, educação imaginem como seria se não houvesse a tecnologia, a ciência?
Nossa própria inteligência e capacidade para novas descobertas são um milagre.
Milagre proveniente de uma força maior, força esta que nem a ciência conseguiu e certamente não conseguirá explicar.
Deus ou Força Maior como queiram nos criou para caminharmos a passos largos, ou seja, para estarmos em constante evolução.
A própria criação da humanidade é por si só um enigma.
Onde não há um consenso quanto a nossa origem.
A ciência e a tecnologia também são falhas.
Aviões que caem por falhas técnicas, mecânicas que ceifam centenas de vida.
Vírus tecnológicos que corrompem, destroem e roubam dados.
Medicamentos que ao longo do tratamento se mostram falhos, sem efeito algum no organismo.
Doenças que mesmo com tanto avanço ainda não se tem a cura definitiva.
E tantas outras.
A própria religião também tem suas falhas.
O fanatismo. Quantos não matam e morrem em nome dela?
Discriminação contra minorias.
Crimes de honra em nome da religião.
Famílias, amigos separam-se em nome dela.
Casamentos são destruídos porque um dos cônjuges galgou um caminho perigoso, tornou-se fanático.
Coisas simples que vem a nos facilitar o dia a dia sendo consideradas obras do inimigo.
Se todos os dias observarmos a quantas coisas boas nos foram dadas,  a quanto progresso tivemos, agradeceremos ao Pai, e tudo fazendo para que o bom progresso continue. É só observar que a mão de Deus está em tudo. Vamos, nós que estamos aqui para aprender, adquirir conhecimentos da ciência e da moral, respeitar tudo que nos cerca, como uma bênção de Deus. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec


O PONTO DE VISTA  

5. A ideia clara e precisa que se faz da vida espiritual futura dá uma fé inabalável nesse futuro, e essa fé tem consequências enormes sobre a moralização dos humanos, porque muda completamente o ponto de vista pelo qual eles encaram a vida física terrena. 
Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida física não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num local atrasado.
 As preocupações e os aborrecimentos da vida física são apenas incidentes que se enfrenta com paciência, porque se sabe que são de curta duração e poderão ser seguidos de uma situação mais feliz. 
O desencarne não mais oferece medo, não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o desencarnado a morada da felicidade e da paz. 
Sabendo que se encontra numa condição temporária e não definitiva, encara as dificuldades da vida física com mais segurança, do que resulta uma calma de Espírito que lhe abranda as amarguras. 
Quando duvida de uma vida espiritual futura, o humano concentra todos os seus pensamentos na vida terrena material. Incerto do futuro, dedica-se inteiramente ao presente. 
Não entrevendo bens mais preciosos que os da Terra, ele se porta como a criança que nada vê além dos seus brinquedos e tudo faz para os obter. 
A perda do menor dos seus bens materiais causa-lhe grande mágoa. 
Um desengano, uma esperança perdida, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que for vítima, o orgulho ou a vaidade feridas, são tantos outros tormentos, que fazem da sua vida uma angústia eterna, pois que se entrega, voluntariamente, a uma verdadeira tortura em todos os instantes. 
Olhando pelo ponto de vista da vida física, em cujo centro se coloca, tudo se agiganta ao seu redor. 
O erro que o atinge, como o certo que toca aos outros, tudo adquire aos seus  olhos enorme importância. 
É como o humano que, dentro de uma cidade, vê tudo grande em seu redor: os cidadãos eminentes como os monumentos. 
Mas que, subindo a uma montanha, tudo lhe parece pequeno. Assim acontece com aquele que encara a vida física do ponto de vista da vida espiritual futura: a humanidade, como as estrelas no mundo espiritual, se perde na imensidade. 
Ele então se apercebe de que grandes e pequenos se confundem como as formigas num monte de terra. 
Que operários e poderosos são da mesma estatura, e ele lamenta essas criaturas de pouca duração física, que tanto se matam para conquistar uma posição que os eleva tão pouco e por tão pouco tempo. 
É assim que a importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé que se tem na vida espiritual futura.  

Não se pode dizer crer em Deus e negar a vida após a morte.
Se cremos em Deus, temos uma fé sólida, cremos na vida pós morte por mais que essa ideia se pareça inconcebível até mesmo para nós crentes.
A fé verdadeira é sólida, inabalável.
Ter fé é crer no impossível, é crer no invisível.
A própria Bíblia nos relata isso em diversas passagens:Isaías 26:19, Oséias 13:14, 1 Corintios 15:21,22, 1 Corintios 15: 40,42. Apenas para citar alguns livros que se nos retratam a tão temida morte. 
O próprio Cristo é claro, simples e objetivo, quanto a morte, existência de vida espiritual e pluralidade dos mundos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
João 14:2"
Ou seja, a morte não é o fim, tão pouco este plano é único.
A muitos planos espirituais. Alguns mais evoluídos, outros nem tanto os chamado planos expiatórios (nosso caso) e outros nada evoluídos o qual denominamos por Umbral.
Sendo assim, devemos viver a vida pensando no futuro, nas consequências futuras.
Não é com problemas pessoais, bens, que devemos nos preocupar uma vez que tudo aqui é passageiro, transitório.
Devemos nos preocupar sim e muito com o que se nos espera no outro lado.
A semeadura é livre mas a colheita é obrigatória.
Nós temos o livre arbítrio, mas, ao fim da vida todos teremos o justo salário.
O nosso real destino só saberemos após a morte e de acordo com a vida que levamos . 
Tudo, absolutamente tudo, até mesmo pequenos gestos que fazemos hoje, que temos hoje, agora, tanto para o bem como para o mal tem uma consequência futura, um preço que indubitavelmente pagaremos, querendo ou não. Crendo ou não.
Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer nessa vida tem influencia e consequência se não nessa vida, mas, na outra. Na vida post mortem.
A morte nada mais é que a justa colheita do que semeamos em vida.
Não existe morreu acabou!
Quanto mais nobres forem nossos atos nessa vida menores serão as penas que sofreremos em outro plano. E mais rápido alcançaremos a evolução espiritual e mais rápido iremos para um plano evoluído, um plano de luz.
Em detrimento de quem só plantou desgraças, ruínas, dores, sofrimentos, atos egoísticos.
Se em vida eu não soube amar, perdoar, fui uma pessoa cruel mais duras serão as penas por mim sofridas e mais baixo será o plano espiritual a ser habitado por mim.
Certamente irei para o umbral e demais zonas inferiores.
Onde sofrerei as mais duras penas por meus atos criminosos perante Deus e perante a alta espiritualidade.
Muito cuidado ao praticar certos atos
Atos egoísticos, atos cruéis, atos que te animalizam, atos que ferem as leis de Deus por mais que pareçam normais, modernos, divertidos perante a sociedade para Deus e a espiritualidade não o são. 
Você até pode passar impune neste plano ou achar que Deus se faz de cego, surdo e mudo ou mesmo te foi conivente. Mas, não. Tuas penas serão pagas por ti com juros após desencarnares.
Se conhecemos verdadeiramente a Deus e temos vida ativa e de qualidade com Ele somos mais que conhecedores dessas máximas e procuramos ao máximo não apenas respeita-las mas acima de tudo pô-las em prática.
Ou seja, problemas, dores e dificuldades não nos devem mais causar assombro, nem aflição nem tão pouco a morte.
Dúvidas, dores, tristezas, medo sim nós, todos nós os temos. Mas nada disso deve nos paralisar. Antes devemos prosseguir na certeza de que Deus é com cada um de nós. 

domingo, 22 de janeiro de 2017


Estudo Bíblico - Gênesis 16

Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.
E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.
Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.
E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.
E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.
E o anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.
E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora.
Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.
Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.
Disse-lhe também o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição.
E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.
E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?
Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.
E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.
E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael.
Gênesis 16:1-16

Neste capítulo vemos a queda da fé de Abraão em Deus, devido a esterilidade de sua mulher Sara.Abraão como se sabe era avançado em idade, aproximadamente 85 anos e embora fosse fiel a Deus ao mesmo ainda não havia sido concebido a paternidade.E justamente isso enfraqueceu a fé de Abraão.Muito embora Deus houvesse prometido ao mesmo ser pai de uma nação.
Saraí aflita por não ter gerado filhos de próprio ventre ofereceu a seu esposo Abraão sua serva Agar de origem egípcia para que a mesma lhe gerasse um filho.
Imagino o quão contrito estava o coração de Saraí para tomar tal atitude.
Abraão aceitou a oferta de sua esposa Saraí deitou-se com Agar e a mesma um filho dele gerou.
Porém Agar ensoberbou-se e passou a humilhar sua senhora.
Deixando Saraí profundamente entristecida e amargurada.
E a mesma passou a culpar Abraão por sua esterilidade.
Passou-se um tempo e Saraí expulsou de suas vistas Agar.
Que amedrontada foi-se.
Muito embora o anjo do Senhor a demoveu da ideia fazendo-a retornar porém em troca de todo abuso e humilhação que ela viria sofrer nasceriam de seu ventre numerosa semente.
Mas esse filho nascido do ventre de Agar não era o filho prometido a Abraão por Deus.
O que podemos tirar deste capítulo? Qual a lição?
A lição é apenas uma - nada com Deus é fácil, vemos atualmente pregadores falando: "Se você fizer isso, aquilo, o propósito tal, a corrente tal sua vida será mais fácil, nenhum mal atingirá você e sua casa", mentira se Deus não poupou nem a seu servo Abraão, homem de grande fé e fidelidade e não poupou nem a seu Filho unigênito, antes O permitiu que fosse entregue em sacrifício. 
Conosco não será diferente, todos nós cedo ou tarde ou agora mesmo estamos ou estaremos passando por dores e aflições, dificuldades.
Cabe a nós crentes em Deus ter fé, paciência e sabedoria para suportar esses momentos de dor e sofrimento assim como Abraão que titubeou, escorregou na fé mas não se deixou cair, antes fortaleceu sua fé em Deus.
E Nele esperou.   

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec


04 - O ponto de vista - itens 5 a 7.  

Jesus, reconhecendo-nos crianças espirituais, inteligências compromissadas por milênios de hibernação nos domínios da ignorância, guardadas as portas dos Espíritos pelo egoísmo e pelo orgulho, assegurou-nos, na sua romagem missionária que, em tempo oportuno nos enviaria outro Consolador, que permaneceria sempre conosco; o Espírito de Verdade. Incumbia-nos, porém, da preservação de Sua doutrina: - Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Não requisitou o nosso entendimento pleno, pois sabe que temos o hábito de achar útil e meritório somente o que se ajusta aos nossos interesses, recomendou que nos ajustemos ao Seu clima espiritual, para que germine em nós um amor superior às coisas deste mundo, para que mantivéssemos a pureza dos Seus princípios. Por alguns séculos o ser humano sepultou os mandamentos divinos, sob a campa de suas paixões, arrastando pungentes sofrimentos, abalados por repetidas decepções, estremecidos em nossas mais caras ilusões, sobre o domínio e sobre as posses materiais. Eis que se faz a época  justa e surgiram os Espíritos, mensageiros do Senhor, falando através dos seres humanos, para que não nos sentíssemos órfãos de fé e esperança. É o Espírito de Verdade, o Cristianismo que ressurgia, na sua feição consoladora, espraiando por todos os cantos da Terra a sua mensagem de fé, de esperança e de caridade, conclamando-nos todos a observar as leis esquecidas. O Espiritismo, qual Jesus o fez, nos ensina que: - nossos sofrimentos têm raízes profundas, deitadas em nossas vidas anteriores, - expiamos faltas do nosso passado, recompondo o nosso presente, rumo ao futuro infinito, - nossas crises são salutares, quando aproveitadas para nossa depuração espiritual, mostrando-nos a felicidade em existências vindouras, - sustentando uma fé raciocinada, expurgamos as nossas dúvidas e não mais nos deixaremos apossar pela incerteza desesperadora, - nossas vicissitudes são transitórias, absorvidas no vasto e esplêndido horizonte que se descortina a nossa frente, - pela nossa destinação sublimada, deveremos sustentar a paciência, resignação e termos a coragem moral da doutrina Espírita Cristã, a fim de prosseguirmos sem medo até o termo do caminho. O amargor não deve mais existir! Levantou-se o véu do mistério, nossa existência banhada pela luz da verdade, revela-nos uma escada, cujos degraus de ascensão temos de galgar, na direção da vida eterna, onde os bens são imperecíveis. Todos nós aspiramos pela perfeição. Uma única existência não nos faculta a condição de Espíritos puros. Cedendo aos nossos impulsos menos nobres, algumas vezes teremos repetido enganos que, só muito tarde nos ocasiona arrependimentos. Reconhecemo-nos culpados. Sentimos ânsia de refazer-nos, de reconstruir a nossa vida, de fazer voltar ao palco da existência os personagens que nossa paixão feriu, viver com eles de novo as mesmas circunstâncias, revelando um comportamento mais ajustado, atitude amadurecida na experiência e na compreensão. Esse anseio é a intuição da lei da reencarnação. Encontramos essa lei, por onde se manifesta a providência Divina que; não nos condena a suplícios eternos pelas faltas que fizemos no cotidiano. Nossos apelos são ouvidos, são catalogadas as nossas súplicas, surgindo o dia de nossa volta ao mundo, a fim de redimir-nos. A reencarnação é o cadinho da evolução. Sabemos que a nossa inferioridade, que nos coloca alguns degraus abaixo daqueles que fizeram mais do que nós, não nos deserda eternamente do supremo bem. Mediante existências sucessivas poderemos conquistar e, ao mesmo tempo, equilibrar a nossa consciência, onde a paz se reinstala com a correção de nossas faltas. 
Reencarnação não é castigo, é oportunidade renovada, é graça Divina! O aluno que negligenciou as suas lições, que não deu ouvidos ao Mestre, que não cumpriu com os seus deveres, que feriu os seus colegas, se levado a retornar ao banco escolar, por muito incômodo que lhe pareça tal providência, não estará sendo remetido a uma câmara de suplícios.  Seus tutores organizam sua matrícula, para beneficiá-lo com os valores da disciplina e da instrução. Assim também é a reencarnação. Olvidando o passado, com os conhecimentos e as virtudes transformados em impulsos e tendências inatas, apagamos de nossa mente a angústia do erro cometido. Alcançamos condições de defrontarmos com as mesmas situações em que falhamos, sem registrar o sabor amargo da derrota prévia, do temor de tornar a falhar e, pelo esquecimento do ontem, temos a exata posição de quem pode superar a si mesmo. As vidas sucessivas são o caminho do bem. O Espiritismo cristão renovando-nos a visão do universo, consagrando com o Senhor Jesus que o Seu reino não é deste mundo, demonstra a relevância que tem as coisas do Espírito sobre os sucessos ou as decepções materiais. O futuro espiritual sobreleva os insucessos materiais. Um novo horizonte rasga-se aos nossos olhos. A vida terrena não é o centro de convergência de todos os nossos propósitos. Nela, as existências se entrelaçam, num harmonioso conjunto de experiências, fermentando-nos o coração e o raciocínio para planos superiores. Necessitamos de viver na Terra e dos bens dela, mas viremos a conhecer uma nova sociedade, cujos fundamentos principais estamos elaborando em nosso íntimo. A afirmativa de Jesus a Pilatos ganha uma outra dimensão: - Mas agora, o meu reino não é daqui. Sim, o reino de Jesus não é do nosso mundo. Falando numa época em que só tínhamos olhos para efeitos materiais da existência, não podíamos vislumbrar a vida no entrelaçamento sublime das reencarnações, através das quais nos fraternizamos com todos os seres do universo de Deus. Contudo, o Mestre não excluiu que, futuramente a nossa escola se destinaria a abrigar Espíritos em regeneração e em fase de felicidade. Estamos na era do Espírito. Quase todos já sentem o irresistível chamado à realidade da vida eterna, abrindo o próprio coração ao Sol do Senhor. Aceitamos a fraternidade e o amor, a humildade e a caridade, como planos de vida maior e não apenas como existência fugaz, predispondo-nos a uma nova etapa de nosso progresso, a ascensão espiritual em direção ao eterno. Servindo-nos dos bens da Terra, aspiramos ao Céu interior. Como vimos meus prezados irmãos, o ser humano a cada dia vai sentindo o chamado à necessidade de aprender. A cada dia o humano está preocupado com o seu futuro espiritual. O ser humano está querendo se reformar intimamente, porque sabe que, só através da sua reforma íntima chegará à evolução espiritual. Jesus Cristo nos deixou tudo pronto. É só dispormos de vontade, Seu Evangelho é perfeito, livro aberto para todos que desejam aprender. Para clarear mais nossas mentes, nos enviou o Espírito de Verdade, que mostra quantas oportunidades temos através do aprendizado da reencarnação. Lembremos a cada dia de Jesus Cristo e Ele estará sempre perto de nós. Busquemos ao nosso amado Mestre que, tem sempre os braços abertos para nos receber. Entreguemos nosso coração ao Divino Mestre e deixemos que Ele nos conduza. Louvado seja Jesus Cristo!

Em outras palavras o Mestre Jesus reconhece ou seja enxerga a cada um de nós como crianças em todos os aspectos.
E somos de fatos crianças, crianças espirituais.
Alcançamos a maturidade em idade, mas, não no que tange nossa espiritualidade.
Mesmo alguns de nós conhecedores da Palavra, conhecedores da verdade fraquejamos na fé, fraquejamos em nossa caminhada.
Caímos no meio do caminho, ou desistimos.
Isso quando mesmo conhecedores da Palavra e da verdade, mesmo sabendo que de nada adianta ou até mesmo estamos desagradando a Deus insistimos em recorrer, depositar nossa fé em objetos ungidos, fogueiras disso e daquilo.
Transferimos nossa fé em um Deus absoluto, cujo o impossível é apenas uma de suas muitas atribuições a objetos inanimados.
Na realidade não precisamos de nada disso.
Tanto nós suprimos nossas necessidades básicas por meio do trabalho edificante como o próprio Deus supre nossa necessidade espiritual, nos capacita dando-nos entendimento.
Assim como também não precisamos temer a própria morte.
Uma vez que a mesma não existe.
Enquanto formos reféns de nossos medos, nossas crenças limites seremos sempre crianças na fé.
Entra ano, sai ano nunca alcançaremos a evolução plena e absoluta.
Outro ponto sabiamente tratado neste capítulo é quanto a reencarnação e sua necessidade.
Deus é tão misericordioso para conosco que embora sejamos terrivelmente falhos, ingratos nos dá a oportunidade de recomeçarmos.
A essa nova chance chamamos de reencarnação.
Embora se nos pareça terrível, se formos parar para pensar veremos que não.
Uma vez que sendo crianças na fé somos imaturos. Sendo-nos necessário com isso educação, uma escola onde possamos aprender, onde possamos evoluir.
E não há escola melhor que a vida no plano terreno.
Onde convivemos, onde vivenciamos as mais variadas situações. Onde somos constantemente postos a prova.
Enquanto continuarmos reféns de nossos medos, de nossas crenças limitantes, enquanto formos amantes dos prazeres carnais serão necessárias sucessivas reencarnações para finalmente atingirmos a evolução máxima e sermos de fato e direito coerdeiros do Reino de Deus.     

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec


7. Da mesma forma que Jesus, o Cristo, disse: “Eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento", o Espiritismo diz igualmente: “Eu não vim destruir a lei cristã, mas cumpri-la”. O Espiritismo não ensina nada de contrário ao que Jesus, o Cristo, ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todo o mundo, o que não foi dito senão sob a forma ‘simbólica’ - escondida -. O Espiritismo vem cumprir, nos tempos do Consolador, o que Jesus, o Cristo, anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. É, pois, obra de Jesus, o Cristo, que preside, como igualmente anunciou, a regeneração que se opera, e prepara o reino de Deus na Terra. 

ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO  

8. A ciência e a religião são os dois caminhos da cultura humana. Um revela as leis do mundo material e o outro as leis do mundo moral. Mas, qualquer um deles, tendo o mesmo princípio que é Deus, não podem ser contrários. Se eles são a negação um do outro, um obrigatoriamente é errado e a outro certo, porque Deus nunca destruiria Sua própria obra. A oposição que se acreditava ver entre esses dois caminhos de cultura prende-se a um defeito de observação e a muito de egoísmo e vaidade de uma parte e da outra. Daí o conflito de onde nasceram a incredulidade e a intolerância de uns para com os outros. Os tempos são chegados em que os ensinamentos de Jesus, o Cristo, devem receber novas luzes. Em que o véu ‘simbólico’, lançado sobre algumas partes desse ensinamento, deve ser tirado. Em que a ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve inteirar-se do elemento espiritual, e em que a religião, parando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, assim, essas duas forças, - ciência e religião ou Conhecimento e Moral -, apoiando-se uma sobre a outra, e andando juntas, se prestarão um mútuo apoio.  A ciência e a religião ainda não puderam se entender, porque, cada uma examinando as coisas sob seu ponto de vista exclusivo, se atacam mutuamente. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo material, leis tão imutáveis como as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Essas relações, uma vez constatadas pela experiência, uma luz nova se fez: a fé se dirigiu à razão, a razão não encontrou nada de ilógico na fé, e o materialismo ficou desmascarado. Mas nisso, como em todas as coisas, há pessoas que permanecem para trás, até que  sejam arrastadas pela  correnteza geral que as forçará a seguir sem que possam resistir-lhe. É melhor a ela se abandonarem. É toda uma revolução moral que se opera neste momento e trabalho dos Espíritos. Depois de elaborada durante mais de vinte séculos, ela se aproxima do seu cumprimento, e vai marcar uma era nova na Humanidade. As consequências dessa revolução são fáceis de prever. Deve trazer, nas relações sociais, inevitáveis modificações, às quais não está no poder de ninguém se opor, porque estão nos desígnios da Lei de Deus e resultam da lei do progresso, que é uma das Leis de Deus. 

Em outras palavras, Cristo não veio destruir a lei de Deus, seus ensinamentos. Cristo veio e um dia virá novamente em glória para restaurar o que o homem ainda nos primórdios da criação destruiu.
Rasgando de uma vez por todas o véu, que a humanidade insiste em resgatar, o véu da cegueira espiritual, o véu da ignorância, o véu do fanatismo, o véu da idolatria, o véu da morte física que se nos separa de nossos entes queridos.
Uma vez este véu sendo totalmente removido e impossibilitado de ser resgatado, restaurado cairão por terra toda falsa doutrina, toda ignorância, toda idolatria, todo fanatismo.
A morte já não mais existirá será banida e com ela todo mal e os falsos profetas que ao longo dos anos vem prostituindo e adulterando o Evangelho genuíno de Cristo.
A humanidade enfim já não mais padecerá.
A sabedoria, o amor, a solidariedade, a liberdade, a paz reinarão absolutas sob um único reinado - o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Após a ordem natural das coisas for restaurada e bem como a dissipação de toda falsa doutrina.
Entraremos numa nova era.
Onde sai o engano e o tropeço entrando de uma vez por todas a luz da verdade.
Sai a ignorância entra a sabedoria. O ignorante torna-se-a sábio.
Sai o véu que uma vez foi rasgado mas que o homem insistiu em restaurar entra o templo de Deus outrora oculto das vistas humanas, agora poderá ser visto e contemplado.
Sai a morte entra a vida eterna.
O homem já não mais conhecerá dor e nem sofrimento.
Reencontraremos com todos que por nós foram amados sejam eles humanos ou animais.
O luto já não mais existirá.
A dor da separação não mais existirá.
Eis que a aliança de Deus para com toda a humanidade nunca mais poderá ser quebrada uma vez que o mal já não mais existirá.
Outro ponto abordado nesta passagem é a aliança entre ciência e espiritualismo.
Embora opostos sob alguns aspectos se formos analisarmos bem um completa o outro, ambos caminham lado a lado.
A fé não caminha sem a razão e nem a razão sem a fé.
Esta passagem vem a nos chamar a razão uma vez que estamos usando apenas fé, a fé religiosa, tornando-nos cegos espirituais quanto as maravilhas que Deus nos tem operado diariamente.
Quantas vezes ignoramos o pequeno por sua pequenez e aparente insignificância?
Certamente diversas vezes.
Tornamo-nos religiosos fanáticos ao longo de nossa jornada e a tudo muitas vezes demonizamos.
Quantos de nós ao nos deparar com um problema, uma dificuldade ao invés de reconhecermos nossa culpa seja por ignorância ou por imprevidência dizemos a todos ser culpa do inimigo? Abandonando com isso a razão.
Muita das vezes por nossa própria culpa passamos por situações desnecessárias.
Quantos de nós gastamos além de nossas posses?
Quantos de nós por mero capricho adquirimos bens que a priori se nos trazem prazeres mas adiante se nos tornam um fardo?
Tudo isso poderíamos ter evitado se usássemos a razão.